Adoro capas de livros. Mas adoro mesmo. Acho que é o hábito de passear em livrarias e sair sem comprar nenhum livro (ou comprar bem aquele que você não podia).
Resolvi fazer um “post fixo” aqui: Capas de quinta. Toda quinta-feira vou tentar colocar aqui capas, edições e editoras que acho interessante.
Vamos começar pelo meu caso de amor verdadeiro, amor eterno: Penguin Classics.
Dessa vez vamos ver só a Penguin Classics dos Estados Unidos. Depois ainda tem Reino Unido, Canadá, Austrália… No site temos uma breve história da editora:
A Penguin, a partir de seus primeiros dias, já se envolveu situações clássicas. Um lote de dez livros publicados em 1935 incluía o Erewhon de Samuel Butler. Traduções Tchekhov e de Maupassant também constavam das listas iniciais. E em 1938 uma série de dez “Classics Illustrated” tinha sido publicada, começando com “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen e terminando com “As Viagens de Gulliver” de Swift. O trabalho foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial.
O primeiro volume da nova série “Classics”, uma tradução da Odisseia, apareceu em janeiro de 1946. A série era composta de traduções originais de clássicos do grego, latim e mais tarde de outras línguas europeias. A intenção do editor era apresentar ao leitor em geral versões legíveis e atraentes de livros de grandes escritores.
Assim a Penguin Classics cresceu em números, traduzindo obras do russo, espanhol, italiano, sueco, alemão e um número crescente de obras do Médio e Extremo Oriente.
A importância do mercado acadêmico, particularmente nos Estados Unidos, foi plenamente reconhecida durante a década de 1960, e uma nova geração de tradutores, muitos reconhecidamente nutrida no início da Penguin Classics, juntou os principais contribuintes, tais como NJ Dawood, Michael Grant, Philip Vellacott e JM Cohen, cujas traduções já estavam começando a atingir um status de clássico do seus próprios.
Em 1968 lançou-se uma série nova de não-ficção, influentes livros de filosofia, religião, ciência, história, política e economia em novas edições para um moderno público (Pelican Classics), juntou-se ao, até hoje, inconfundível conjunto de capas pretas da Penguin Classics.
Agora 60 anos de idade, a série tem muito o que provar, mas ainda há muito a realizar. Embora razoavelmente abrangente sobre literatura europeia, a grande maioria não-ocidental do cânone continua sendo um desafio que só pode ser cumprido de forma gradual. Lacunas não podem ser preenchidos durante a noite. Uma nova edição requer a pessoa certa com as habilidades e recursos para esta tarefa, detalhada, meticulosa e exigente.
Numa cultura em que a educação clássica é rara, o núcleo da Penguin Classics tem um papel cada vez mais importante a desempenhar no fornecimento de acesso a maiores obras em edições que são atualizadas. O mundo não mudou tanto que a melhor literatura de vários milhares de anos e inúmeras culturas perdeu sua relevância. Se estes textos nos ajudam em alguma maneira de apreciar e compreender as diferenças essenciais que nos dividem, tanto quanto as verdades universais que nos unem, então seu valor é incalculável, e sua perda ou destruição diminuiria a todos nós. Hoje, tanto como em 1946, em um mundo de valores ainda fantasticamente distorcidos, muitos estados e nações embarcam em uma paz inquieta e difícil, ou ainda em uma guerra. A Odisseia continua.
Os livros da Penguin Classics dividem-se em:
- Deluxe Editions
- Graphic Deluxe Editions
- Hardcover Classics
- Penguin Ink
- Penguin Threads
- Fitzgerald Classics
- Great Food
As Deluxe Editions são essas aqui:
As Graphic Deluxe:
As Hardcovers são bem parecidas com aquelas da coleção da Folha, lembram?
A Penguin Ink eu tenho vontade de rolar no chão cada vez que vejo! Preciso, necessito, desejo esse Bridget Jones!
A Penguin Threads é coisalindideus!
O Fitzgerald, amor!
E por último Great Foods:
Não são lindas demais? E o melhor é que o preço nem é tão absurdo assim. Variam de 12 a 30 dólares. Aceitável vai? Imaginando que recebemos nosso salário em dólar, é possível comprar não é?
Bem, por enquanto vamos ficar só “olhando com o olho e lambendo com a testa” como diz minha mãe.
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Depois de tudo isso lembrei dessa tirinha [Mafalda (Luara sua tonta! Dá pra parar de pensar que qualquer tirinha foi feita pelo Quino?)]. Juro que tentei achar de onde ela surgiu, mas não consegui, ela estava aqui no meu computador essa semana. Se for do seu blog avise, ok?




















Muito boa a tirinha!
Só que não é da Mafalda não, é da turma do Charlie Brown… a Patty Pimentinha e a Marcie…
Ah, sou fã silencioso do teu blog já há um tempinho, e agora resolvi aparecer…
P
Bjão!
Oi João! Obrigada por me corrigir! Na pressa a gente escreve cada coisa né? rs
Lu, ameeeeei sua seleção! Eu morro pela Penguin. Em Frankfurt tirei tanta foto deles que acharam que eu era louca! Meu sonho é mudar pra Inglaterra e trabalhar lá! Na Classics, ÓBVIO!
Tenho até squeeze deles, laranjinha, do On the Road, do Kerouac (tô toda trabalhada na vibe beat).
Mas, Lu, uma pergunta. Se os livros são divididos nessas categorias, e essa capa “clássica” da Classics, a laranja, entra onde?
Beijos!
As laranjinhas ficam só como Classics, e pelo que eu entendi não tem divisão entre elas sabe? Todos os livros e todos os tipos ficam juntos, com as mesmas capas…
Genial a tirinha do Snoopy. Como você sabe, eu também adoro cheirar livros.
Mas imbatível mesmo é a capa da edição da Penguin/Cia das Letras do “Gatsby”. Linda de morrer, lindo de ler.
Muito boa a tirinha!
Os livros de capa dura revestida por tecido são um luxo só, né?
bjo
Um luxo só! Mas é pela coleção Ink que eu sou apaixonada!
[...] 2. Bridget Jones’s Diary – Helen Fielding [ok, inglês, nessa edição LINDA da Penguin Ink] [...]