Quando acabo de ler um livro que gosto muito, ainda fico um tempo com ele nas mãos. Nesse tempo, penso sobre o que gostei, o que não gostei, o que gostaria que fosse diferente, o que gostaria que durasse mais, o que, de alguma forma, me tocou.
Primeiro o livro fica fechado, passo a mão pela capa, olho de novo o formato das letras do título, me intrigo com o nome do autor. Depois de um tempo passo a olhar as páginas, se gosto da cor, da letra, do toque. Engraçado é que nunca faço isso antes de começar a ler, só quando já acabei.
Foi assim que descobri que prefiro ler em folhas amarelas, as brancas me deixam com a vista mais cansada. Foi assim também, que passei a reparar na imensa diversidade de papeis existente. Alguns com gramatura mais alta (mais “duros”), outros mais molengas, com ou sem transparência e mais ou menos lisos.
Acho que todos os nossos gostos são descobertos assim, meio ao acaso. Me descobri como fã de um tipo de papel. “Com tanta coisa pra ser fã menina, você vai escolher logo um papel?” Pois é, ele me conquistou.
Sabe quando você olha um livro na livraria e pensa “Cara! Que livro enorme! Deve pesar uma tonelada!” e descobre que o peso nem é tão absurdo assim? Pois bem, é quando você encontra o papel-queridinho em questão.
O papel Pólen Soft Bold deixa os livros maiores, sim. Com uma lombada mais bonita, um espaço maior para trabalhar, o diagramador se diverte e nos dá um livro bem bonito, que chama a atenção na livraria. Mas o melhor é que isso não significa um acréscimo de peso. Toda a ideia do Pólen Soft Bold é trazer mais corpo, sem alterar o peso.
Mas você pode estar pensando “que raios essa menina está falando?” e vou te dar um exemplo. Já reparou que os livros da Cia. das Letras são mais pesados que os da Alfaguara? Mesmo os que têm aproximadamente o mesmo número de páginas. Pois bem, esse é o Pólen Soft Bold. Tirei umas fotos (nada profissionar, admito) para ilustrar.
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Pra mostrar como o da Alfaguara é maior, mas mesmo assim mais leve.
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E aqui pra mostrar como a espessura é quase a mesma. Sendo que o da Alfaguara (esquerda) tem 229 páginas e o da Cia (direita) tem 343.
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Então, livros mais bonitos, mais confortáveis e pelo mesmo peso! Não é muito amor?
Depois disso resolvi criar uma TAG aqui no blog, a “Vende de quilo?”, pra falar de tudo que eu queria comprar de monte, e fazer estoque. Claro, o quilo pode se transformar em litros, ou metros cúbicos (vai que eu me apaixono pelo oxigênio), mas a ideia vai ser sempre a mesma: produtos do meu coração. Nem sempre tratarei de livros, mas sempre serão produtos legais.
E você, já morreu de amores por um papel?
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